17.8.06

querer-me

Queres-te ver sózinha, queres-te ver acompanhada por aquela pessoa, ele.

As voltas que uma pessoa dá nunca são suficientes para se alcançar o que realmente se deseja. Parece-me sempre distante, porque está. É como se tudo isto existisse e bastasse ser justificado por essa mesma existência. Ao mesmo tempo, dá-se mais uma volta e percebe-se que não há depois. (!) Exita-se em continuar, mas aqueles sentimentos mesquinhos que teimam em viver em nós não nos deixam libertos para o resto, só um para o outro. E baseia-se nisso esta espécie de simbiose que nos vai alimentando mutuamente. Não é um vício, chamaria antes de necessidade abusiva. É que percebem, não é nada que não possa parar radicalmente, de um momento para o outro, mas é algo que eu preciso para estar "melhor". Basta aquela palavra, aquele sorriso. (...)

Não quero descrever nada, não quero aqui uma história encantada, onde tudo se aproxima ao máximo do considerado perfeito. Quero só trespassar aquilo que se vai sentindo, registar os momentos de sentimentos apertados, que nos prendem àquela esperança que vem sempre e nos enche de futuro. (...) Porque era tão bom que os pudessemos escolher, na altura mais apropriada para eles ( os sentimentos ) existirem... Sabendo que isso não é, de todo, possível, pensei em deixá-los guardados para depois. Os bons para me fazerem bem nas alturas más; os maus para ... é melhor nao guardar os maus. Eles existem, eu sei, se sei... mas para que os quero? São os mais frequentes, rapidamente vou encontrar mais um. Os bons é que quero guardar daquele jeito, da forma mais segura.


O pensamento passou, voou, agora mesmo. O resto fica para depois.



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12.8.06

fica-se



Sento-me e deixo o tempo passar.
Tu fazes o mesmo, não é?