28.1.07

enterra-te

Tenho saudades. Muitas saudades tuas.
A balada daquelas alturas embalava cada vez melhor... cada vez tenho mais vontade de falar contigo, contar-te o meu dia.

Sabes o que é, afastares-te da minha pele e eu sentir q estás ainda mais cá dentro? Julgar que tudo vai mais uma vez mudar, que vamos estar bem de novo, para sempre?
Eu devo ser mesmo inocente... espero que esta inocencia não se acabe em Ti.






times of sweet deslusions

15.1.07

"Andamos em voltas rectas na mesma esfera."

Sou eu, banalizada pela influência que todos os outros depositam em mim. Quero roubar-me para o infinito. Levar só, e só, aquilo que é verdade. Apetecia-me desmascarar toda a gente..
Andamos, andamos, andamos... o espaço é o mesmo, mas nunca te cruzei por aí.

3.1.07

noite

Naquela noite...

Qualquer tipo de paz me era útil, agora.
Qualquer sentimento desperto de felicidade e de esperança me era necessitado, agora. (...)

Eu voltei ao mesmo sítio, percorri o mesmo caminho, olhei o mesmo céu, que terrivelmente estava diferente. Faltavam as estrelas. Foi. Senti-me numa inutilidade retardada, que me fez, inevitavelmente, voltar àquele passado. (...)

Julgo que a vida tem vários "presentes": épocas, espaços, momentos que ficam guardados quase que tumultuosamente pela nossa consciência, caracterizados por cores, sítios, cheiros, dias... E esses "presentes" vâo aumentando ao longo do tempo, ao longo da nossa história cá, que se vai, cada vez mais, completando.
Posso dizer que o momento em que vivi pela primeira vez o que revivi hoje foi um dos "presentes" que mais me marcou no passado.
Livre de sentimentos sujos, amargos, levantei-me de cabeça erguida. Era noite, mas estava calor; talvez fosse Verão. Olhei lá para fora e um silêncio uniforme de relas atropelou-me muito suavemente, convidando-me a sair. Eu fui. Já fora, olhei em redor e nada vi senão umas escadas mesmo à minha frente. Entre a dúvida do ficar ou do voltar, sentei-me.




juana