25.12.08

falta

Falta algo que completa, que distrai, que nos enche de bom, que cuida...
Falta tudo.



*

22.11.08

heart

É só mais um emaranhado de palavras de amor.

Depois de te ter e não ter e voltar a ter, descobri que és tu de quem estou sempre à procura. Mesmo que não oiça, não cheire, não veja... és sempre o ar de que preciso para estar bem. Procurar-te em mim ou no teu lugar é a mesma coisa. Nunca deixes de ocupar com fantasia o teu espaço, assim nunca me deixas.

Agora abraça-me e dá-me o teu peito, para sempre nesta melodia.

13.11.08

damor

O amor é doer.
Por dentro, de dentro para o outro, o nós.
Emoção confortável,
A arrastar-se nas horas.
Perde-se.
Encontra-se.
E há o abraço com cheiro a paz.
Depois a certeza de que
Tudo o que se abraçou
Foi o aperto da distância.



Fim.

9.11.08

Anoitece e tu não estás, nem dizes nada.
Frio, distante, longe.
Coração perdido com medo de se encontrar.

12.10.08

Nada melhor que uma tarde cinzenta de domingo, música baixinha e um peluche. *

12.9.08

amor


está a voar.
leve e sereno.
pálido, mas cheio de vida.

cheiro a rosa aveludada,
como algodão em mim.

pena, voa,
e uma nota de piano.



jooan

17.8.08

Sinto-me sozinha. E só tu é que podes desfazer essa ausência.







.

11.8.08

de dia em dia




Outro dia ouvi-me. Trazia palavras esquecidas, um pouco asfixiadas de tempo, que precisavam de atenção. Encontrava-me abandonada por dentro, com cheiro a nada. Confesso que, ao inicio, aquela imagem avassalou-me e, por isso, tentei engolir a seco e recomeçar, ser forte. O pior é que eu não sei o que é ser forte, eu não sei o que é atacar uma vez que tenho estado sempre à defesa da vida. Tenho uma posição meia ambígua no que diz respeito a isto. Ainda há pouco li, algures: "O melhor ataque é estar sempre à defesa".
E entre ambiguidades e incapacidades, pedi a tua ajuda. E tu vieste, pálido e imprevisível como sempre. E aqui tens estado; a ajudar a arrumar-me por dentro, fazendo gostar cada vez mais de ti.


8.8.08

paralelamente


A arte não é outra coisa senão a força de sugestão de um detalhe.

5.8.08

és sempre um bocadinho mais


Mesmo à beira mar, mesmo na areia húmida.
É o final da tarde, o vento sopra na perfeição melódica das ondas que vão chegando. Arrepio-me e sinto que o mais fácil é sentir a tua falta. Cada vez ocupas um bocadinho mais de mim.



..juana

28.6.08

Desvio o problema para outro problema, assim ninguém nota.



:)
Salvem-me, por favor.


..

11.5.08


- I will write you a love song.

cheirinho

E por falar em voltar,
volto com a periferia do meu pensamento consideravelmente mais alargada.
Tenho uma base mais segura daquilo que sei, daquilo que os outros sentem de mim, do que os outros sentem de mim. E isto é, sem dúvida, reconfortante.
Continuamente, tenho feito perguntas a mim mesma, como se não me conhecesse. E tenho encontrado alguém muito mais sólida de sentidos que antes encontrara. É uma sensação identica ao olhar para uma folha ao vento e ter a certeza que ela não se vai largar da árvore e voar sem destino. Esta analogia talvez não tenha sido a melhor, mas também houve imensas coisas que não foram as melhores e que agora começo a saber porque. Portanto, que ninguém me venha dizer que, mais tarde, não possa compreender o porquê de a ter feito.
(...)
É um cheirinho a coisas boas. É um cheirinho a vida, a uma vida contigo. E é bom tê-la, tendo-te também.





joana*

13.4.08

em ti de mim

Acho que o tema do primeiro de todos os textos que eu aqui pus, vai voltar a existir. Afinal nunca senti tão na pele o que é sermos completamente vandalizados por dentro, sem ninguém dar conta.
Há fases na vida em que damos tudo, e fazemos isso porque acreditamos do fundo do coração que vale a pena e que nunca nos vamos arrepender. Nem sempre estamos certos. Eu não estava.
Não há melhor momento para escrever que o momento em que a dor se torna viva, em nós. Sempre tive esta opinião, e cada vez estou mais certa dela. Não vale a pena continuar, querido. Não vale a pena sequer continuar a secar as lágrimas nascidas em mim de ti.




Vou precisar de um espaço para me desfragmentar e voltar a compor, encontrar, formar-me. Vou fazer de tudo para que não seja o teu bocado em mim que me deixe completa. Vai tudo fazer sentido.






joana*

1.4.08

Cerro os dentes para não cair num choro sem fim.

24.3.08

(em construção)

Continuo a achar incrivel as vezes em que penso nas pessoas. Na forma de pensar e na forma de agir, o porque de acharem uma coisa e fazerem outra. Cada vez que olho para uma pessoa, vejo mil. É um tipo de mistura de gostos, tiques, olhares, gestos. Enquanto ficamos pelos gostos, tiques ou olhares, ficamos bem. O pior são os gestos, o que elas fazem. É que essa é a parte em que interagem connosco, e isso, às vezes, incomoda-me. Incomoda-me ter uma certa opinião sobre alguém, retrata-la num leque de coisas que possa fazer e depois ela pisar além dessas margens. Mais grave que incomodar, é quando me magoam.

16.3.08

sem título


Esta noite custa-me adormecer. Tenho um emaranhado de sentimentos que me trilha as costas. E dói. Tenho frio e sinto-me triste. Nunca pensei que custasse tanto. Sabia que ia custar, sim, mas não tanto. Respiro a tua falta todos os minutos. Falta-me oxigénio que chegue ao coração, falta a tua presença. Se há algo, no fundo, tudo o que me faz acreditar, porque não continuar (-te) em ti (mim)? És tudo, mesmo sendo o nada em que não estás.


.. joana

7.3.08

às vezes

Às vezes, não sei por qual parte começar.
De um lado há amor, de outro paz e de outro saudade. Às vezes, durante aquela viagem sufocante de todos os dias, surgem-me ideias, foge-me o olhar. Ele prende-se à paisagem lá fora. Ao verde perto do azul, sempre em sintonia. É com a música que às vezes oiço que parece que tudo à minha volta dança. Rodopios assimétricos e constantes ao mesmo dia, rodopios de pessoas que contam com a rotina para que algo mude. Pessoas que acreditam no que veêm, não acreditam em nada mais do que aquilo que tocam. Oiço passos fechados, rápidos, nervosos... coordenados.
Ensinem-me.
Eu quero mudar esta melodia e fazer-te feliz.







joana


1.3.08

Lembro-me perfeitamente da primeira lágrima.
Cria-se logo um sentimento que prende, parece que tudo fica entalado na garganta. Lembro-me de me levantar, pegar no peluche e no cobertor e me dirigir à porta. Em dois passos. Mal a abri, chocou-me tanto o frio que engoli e pensei duas vezes se queria mesmo fazer aquilo. Acho que o espaço de tempo entre o ir e o ficar se resumiu no ir em poucos segundos.
Sem pensar, sentei-me num lugar qualquer, com uma posição qualquer. Só pensava em tudo.
Do lado direito, havia uma luz grande que ofoscava todas as outras mais frágeis. Os meus olhos deviam estar tão brilhantes, e aquela luz devia reflectir nas minhas lagrimas.
Gostava de continuar a escrever... gostava, se não estivesse a chorar de novo....


'na maré de ti'

13.2.08

fez-se escuro

A noite traiu-nos.
Sabes, vou ver todas as palavras a soltarem-se de letras. As nossas palavras vão deixar de existir, porque letras soltas não fazem sentido. E nós, alguma vez fizemos sentido?

É perfeitamente estúpido dirigir-te tudo isto, falar na segunda pessoa, mas sinto necessidade de to dizer de alguma forma. Nem que desta, tão distante de ti.
Sinto-me mastigada, roubada, enganada... "qualquer coisa que signifique para ti".





(em aberto)



a-m-o-r

4.2.08

Acho que me dói a memória.



*

7.1.08

pranto

Apetece-me chorar-te a dor,
Mágoa.
Lágrimas quentes que voam,
Em mim.
Ainda bem que a tua presença tenho,
Um ombro
Que as seca,
Por desejo
De um abraço.
Perto ou distante,
O que importa é o toque
Que me leva e traz
De volta
A ti.