24.3.08

(em construção)

Continuo a achar incrivel as vezes em que penso nas pessoas. Na forma de pensar e na forma de agir, o porque de acharem uma coisa e fazerem outra. Cada vez que olho para uma pessoa, vejo mil. É um tipo de mistura de gostos, tiques, olhares, gestos. Enquanto ficamos pelos gostos, tiques ou olhares, ficamos bem. O pior são os gestos, o que elas fazem. É que essa é a parte em que interagem connosco, e isso, às vezes, incomoda-me. Incomoda-me ter uma certa opinião sobre alguém, retrata-la num leque de coisas que possa fazer e depois ela pisar além dessas margens. Mais grave que incomodar, é quando me magoam.

16.3.08

sem título


Esta noite custa-me adormecer. Tenho um emaranhado de sentimentos que me trilha as costas. E dói. Tenho frio e sinto-me triste. Nunca pensei que custasse tanto. Sabia que ia custar, sim, mas não tanto. Respiro a tua falta todos os minutos. Falta-me oxigénio que chegue ao coração, falta a tua presença. Se há algo, no fundo, tudo o que me faz acreditar, porque não continuar (-te) em ti (mim)? És tudo, mesmo sendo o nada em que não estás.


.. joana

7.3.08

às vezes

Às vezes, não sei por qual parte começar.
De um lado há amor, de outro paz e de outro saudade. Às vezes, durante aquela viagem sufocante de todos os dias, surgem-me ideias, foge-me o olhar. Ele prende-se à paisagem lá fora. Ao verde perto do azul, sempre em sintonia. É com a música que às vezes oiço que parece que tudo à minha volta dança. Rodopios assimétricos e constantes ao mesmo dia, rodopios de pessoas que contam com a rotina para que algo mude. Pessoas que acreditam no que veêm, não acreditam em nada mais do que aquilo que tocam. Oiço passos fechados, rápidos, nervosos... coordenados.
Ensinem-me.
Eu quero mudar esta melodia e fazer-te feliz.







joana


1.3.08

Lembro-me perfeitamente da primeira lágrima.
Cria-se logo um sentimento que prende, parece que tudo fica entalado na garganta. Lembro-me de me levantar, pegar no peluche e no cobertor e me dirigir à porta. Em dois passos. Mal a abri, chocou-me tanto o frio que engoli e pensei duas vezes se queria mesmo fazer aquilo. Acho que o espaço de tempo entre o ir e o ficar se resumiu no ir em poucos segundos.
Sem pensar, sentei-me num lugar qualquer, com uma posição qualquer. Só pensava em tudo.
Do lado direito, havia uma luz grande que ofoscava todas as outras mais frágeis. Os meus olhos deviam estar tão brilhantes, e aquela luz devia reflectir nas minhas lagrimas.
Gostava de continuar a escrever... gostava, se não estivesse a chorar de novo....


'na maré de ti'