30.8.09

Trinta de Agosto de dois mil e nove.

Aqui fora, a noite consola o bafo quente das paredes. Não há o mínimo sinal de vento, não se move nem a mais pequena folha da maior árvore, lá no fundo.
Pergunto-me se esta serenidade irá durar.

23.8.09



Aquece.
E cura.

11.8.09

olhar

Para alguém que já trincou o vazio, isto é simples de explicar.
As unhas ficaram cravadas na pele, quase a chegar ao coração. Incontrolável, o toque fazia com que nos abraçássemos com um olhar intenso a perturbar. Havia algo que nos arrastava ali, algo muito maior e espiritual, no mundo em que as palavras se difundem na imensa concentração de querer sempre mais e mais.
Por isso, sem forma de to dizer, ficas a saber agora que eu só queria mais olhares destes, colados, concentrados um no outro.