12.11.14

(a)manhã

Não choro por ires embora. Choro por seres tu a pessoa que pode ir embora.
E todo o meu esforço continua em vão, ninguém o vê nem reconhece. Ninguém, nem tu. 
Até agora fiz do melhor de ti o meu cavalo de batalha diário, guardando ininterruptamente só derrotas e... fui enfraquecendo. Desmoronei devagarinho e, agora, não aguento o peso de mais nenhuma pedra que, ainda que inconscientemente, me lances. Partilhar o caminho contigo foi um paralelismo cruel entre o merecido e o não tido...
Daqui em diante serei terra lavrada, não colhida daquilo que te tinha para oferecer.