13.2.07

vento

Nunca mais vão haver as tardes solarengas, em que me contavas tudo. Não vou mais ouvir as tuas lamentações, ser a tua confidente. Lembro-me quando me contavas tudo, tudo, mesmo tudo. E tenho saudades, elas invadem-me mais rápido do que o eu queria... Sei que vou precisar e tu não vais estar e isso aperta-me cá dentro. Sinto saudades de me sentir protegida por ti.






-going back

arrepio


Sou e estou eu, mas não me vejo.

3.2.07

refugio II

Deixem, deixem andar o mundo. Deixem andar a miséria, que parece ter um duplo sentido.
Mais grave que a miséria que se vive, é aquela que se pensa. É a ridicularidade de tantas mentes que por este mundo andam... é a vida não ser viva, porque não a sabem viver.
Deixem correr os rios para o mar. Deixem afogarem-se os ignorantes de espírito e os nobres. Os 'outros' e o 'eu' em mim. Deixem-me inundar de mágoas e pensamentos mágoos. Que a vida seja feita de desencontros e de sofocos passionais, sofregos pela emoção.
Dá-me paz onde eu possa aguar as minhas tristezas, dá-me tinta para concretizar os meus sonhos no teu projecto de ser.



-ponto de fuga.