26.7.07

Pára lá a música.
Ouvi-la deixa-me surda por dentro.
Gastas-me.
Não suporto.
Mas quero.
Fim.

20.7.07

Vou-me agarrar às palavras. Fazem-me tão bem!
As minhas melhores confidente; guardam os meus segredos como ninguém. Guardam também os meus sentimos alegres, os meus sentimos magoados e, acima de tudo, são pacientes e não me denunciam.
Mas... cada uma delas, em cada sílaba que escrevo, elas fazem-me lembrar de Ti. Amor desmedido.
(...)

desmedida

E calaste-te.
Já te calaste uma vez, duas, três... tantas vezes que já perdi a conta. Acabaste por voltar uma vez, duas, três... tantas vezes que me dói a moleza com que me fui deixando levar por ti. Arrependida não será o termo, talvez descontente comigo mesma. Essa força que me arrancava de mim, me esquecia e me fazia acreditar no impossível. Força essa que não tem par e cada vez cresce mais e mais. Mas, afinal, o que quererá isto dizer? Se eu sou dotada de consciência e capaz de racionalizar estratégias, porque é que não sou capaz de me auto-defender de ti? Porque é que me renasce a todo o instante uma angustia ferida, ferida por ti? Eu não quero mais perguntas. Alias, eu nem sei o que quero. Não sei se te quero, se me fazes bem. Já nem conheço a rua por onde passo todas as tardes à mesma hora. Contigo esqueci a toque do concreto, vivi (e vivo) em sonho.
Acredita, basta uma prova, e faço tudo por ti.
Mas agora estou cansada, gasta, triste, abanada. Tudo num, para passar rápido. Foi das vezes que foste e voltaste. E tudo em nome que voltes.













perdida.