25.10.09

voo parado


Mil palavras não poderão descrever
As histórias da nossa imaginação
Ao ter-te ao meu lado
Mil palavras não sabem contar
A distância do que se sonha
Sem nunca porém
Do teu colo sair.



*

24.10.09


Rasguei a folha sem ler. O tempo foi escasso e tudo está quase permanentemente presente.
Rasguei para não recordar o que sinto por ti.
Toda a gente procura a sua outra parte. Toda a gente a imagina, a idealiza e, por vezes, a realidade supera esse sonho, mas outras só o torna mais vivo.
Eu sabia quando vinhas, o que ias dizer, a intensidade do brilho dos teus olhos, a quantidade de ternura no teu sorriso, mesmo quando não estavas comigo. Eu sabia-te e, por isso, queria-te como eras. Mas isto eras tu.
Agora, apenas quero rasgar o mundo do hoje.



*

18.10.09

domingo

ninguém sabe o que faz mover a ansiedade da espera.
ninguém sabe o que o amor é, porque não há medida que meça a ansiedade do reconforto do coração.

16.10.09

"You know, whenever anyone says something really funny and I laugh I always look around to see if you think it's funny too. Even when you are not there, I look around."

I really do, love.

14.10.09

Quando for velhinha, uma das coisas das quais vou ter mais saudades vai ser de um amor louco na juventude que nunca existiu. Vou continuar a imaginar o azul de um mar numa praia deserta, onde nos atirámos sem medir o perigo, a rir, a tocar o nariz um do outro, de mãos dadas. Vou querer cheirar o amor lançado por cada um dos nossos olhares cruzados e vou-me sentir apertadinha cá dentro.
Também não vou poder lembrar os passeios pela cidade, num frio de Inverno, calcados do castanho e amarelo que veste as árvores, a nós e ao chão. Não vou ter a nossa música para recordar e chorar.

8.10.09

100

"E antes que me esqueça dos passos de dança, vou parar antes de continuar a minha encenação.
E senti frio, estava gelada por dentro e por fora, mas continuei. Continuei em direcção ao escuro e foi aí que senti. Deixei-me levar pela música e pelo preto, deixei-me levar pelos braços que ensaiavam coreografias em corpos alheios a mim. E fechei os olhos porque me era indiferente, e eles quiseram fechar. E assim percorri o meu sonho concretizado na melodia, assim senti, afinal, quente e conforto e uns braços à espera dos meus.





..joana*"
April 13, 2008

6.10.09

memória de tempos passados

"Somos dois estranhos... à procura de paz."